Retalhos pessoais.
Tenho a terrível mania de querer contar tudo, resumir tudo, explicar tudo, dissecar tudo, perceber tudo. Ser assim cansa como tudo.
Depois da merda, que ainda assim foi pouca e cheira-me (que verbo tão a propósito) que vai haver mais, vem a bonança.
Depois da merda, que ainda assim foi pouca e cheira-me (que verbo tão a propósito) que vai haver mais, vem a bonança.
Há sol e calor, os níveis de boa disposição sobem, uma pessoa relativiza mais, trabalha melhor e deseja acabar o dia sentada numa esplanada à beira rio, a beber uma imperial e a catar tremoços dum pires mal lavado.
Há episódios a mais para sintetizar e eu sou pessoa de palavras; só consigo dizer com muitas tudo aquilo que normalmente se diz com poucas.
A França mostrou quem manda, a Itália inverteu o sentido, pelo meio lembro-me de ter feito anos (uma vez por ano acontece-me, assim de repente), de ter comprado umas coisas e de me ter aborrecido com algumas pessoas. Ou então sou pouco tolerante, ríspida, não sei perceber, reajo rápida e exageradamente. Sei lá. Não sou como as outras, para o bem e para o mal. Às vezes arrependo-me e, se o tempo voltasse atrás, faria de outra forma. Duma que não me deixasse a perder, como normalmente acontece.
Gosto de pensar que as coisas vão mudar. Que a minha mãe tem razão (por ser, provavelmente, a criatura mais lúcida que alguma vez conheci; e não é o laço de sangue que me obriga a pensar assim... se tiver que falar do meu pai o discurso não será, de todo, o mesmo). Gosto de fazer projectos para os desconstruir logo a seguir e maldizer os dias que se sucedem iguais, sem graça, sem novidade. Reformulo: quero acreditar que as coisas vão mudar. Quero o dia e a hora e a roupa que devo vestir no instante da mudança. Quero certezas. Factos. La Palissadas, se preciso for.
Enquanto nada disso acontece, tenho de ver se bebo menos: para poupar dinheiro, para cantar menos músicas da Mónica Sintra ou da Claudisabel e para tomar conta dos meus pertences, tais como os pensamentos, as ideias e o número de telefone; o álcool pode ser a melhor e a pior coisa da vida. Mas isto já alguém deve ter dito.
Há episódios a mais para sintetizar e eu sou pessoa de palavras; só consigo dizer com muitas tudo aquilo que normalmente se diz com poucas.
A França mostrou quem manda, a Itália inverteu o sentido, pelo meio lembro-me de ter feito anos (uma vez por ano acontece-me, assim de repente), de ter comprado umas coisas e de me ter aborrecido com algumas pessoas. Ou então sou pouco tolerante, ríspida, não sei perceber, reajo rápida e exageradamente. Sei lá. Não sou como as outras, para o bem e para o mal. Às vezes arrependo-me e, se o tempo voltasse atrás, faria de outra forma. Duma que não me deixasse a perder, como normalmente acontece.
Gosto de pensar que as coisas vão mudar. Que a minha mãe tem razão (por ser, provavelmente, a criatura mais lúcida que alguma vez conheci; e não é o laço de sangue que me obriga a pensar assim... se tiver que falar do meu pai o discurso não será, de todo, o mesmo). Gosto de fazer projectos para os desconstruir logo a seguir e maldizer os dias que se sucedem iguais, sem graça, sem novidade. Reformulo: quero acreditar que as coisas vão mudar. Quero o dia e a hora e a roupa que devo vestir no instante da mudança. Quero certezas. Factos. La Palissadas, se preciso for.
Enquanto nada disso acontece, tenho de ver se bebo menos: para poupar dinheiro, para cantar menos músicas da Mónica Sintra ou da Claudisabel e para tomar conta dos meus pertences, tais como os pensamentos, as ideias e o número de telefone; o álcool pode ser a melhor e a pior coisa da vida. Mas isto já alguém deve ter dito.
Não sei se alguma vez fiz tão pouco sentido como agora. E hoje nem bebi.

1 Comments:
Sabem tão bem as asneiras feitas com uns copos a mais. Um bêbedo é o indivíduo na sua essência ou seja claro, transparente e sincero. Com copos procuras o que queres, largas os preconceitos e vais mais facilmente atrás do que te faz feliz. Podem trazer problemas as decisões tomadas em momentos de embriaguez mas são essas as decisões verdadeiramente livre que tomamos. Livres de tudo e de todos. De nós mesmos inclusive.
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