do Lat. pensare
Quando eu era criança foi-me explicado que o que distingue os animais dos humanos é a capacidade de pensar. Até ao momento, não encontrei qualquer motivo para discordar, embora já me tenha apercebido que nem todos os humanos utilizam essa capacidade.
Pensar é uma actividade produtiva e que entretém, ainda que muitas vezes complique a vida graças à infindade de silogismos e teorias que conseguimos criar a partir de assuntos que, à primeira vista, não têm qualquer importância. Mas mais que isto, na minha duvidosa opinião, pensar só é um acto completo quando lhe associamos o conversar. Porque pensar em conjunto é saudável, trocar ideias faz bem, discutir é empolgante e aprende-se sempre qualquer coisa num debate de qualquer género.
Se pudéssemos apenas pensar, sem nunca nos ser dada a possibilidade de expôr a alguém o que nos vai na cabeça, e de ouvir o que o outro pensou em troca, desconfio que esta capacidade que nos diferencia dos bichos e, supostamente, nos torna superiores, não serviria para grande coisa. Creio até que o número de óbitos aumentaria porque pensar sem expressar faz muito mal à saúde. Eu penso muito. Às vezes muito mal. Mas, fundamentalmente, mais do que preciso e do que gostaria. E quando pressinto que vou ter um surto de raciocínios, pego no telefone e peço reforços: dois ouvidos e uns quantos pareceres. Porque já sei que:
Pensar é uma actividade produtiva e que entretém, ainda que muitas vezes complique a vida graças à infindade de silogismos e teorias que conseguimos criar a partir de assuntos que, à primeira vista, não têm qualquer importância. Mas mais que isto, na minha duvidosa opinião, pensar só é um acto completo quando lhe associamos o conversar. Porque pensar em conjunto é saudável, trocar ideias faz bem, discutir é empolgante e aprende-se sempre qualquer coisa num debate de qualquer género.
Se pudéssemos apenas pensar, sem nunca nos ser dada a possibilidade de expôr a alguém o que nos vai na cabeça, e de ouvir o que o outro pensou em troca, desconfio que esta capacidade que nos diferencia dos bichos e, supostamente, nos torna superiores, não serviria para grande coisa. Creio até que o número de óbitos aumentaria porque pensar sem expressar faz muito mal à saúde. Eu penso muito. Às vezes muito mal. Mas, fundamentalmente, mais do que preciso e do que gostaria. E quando pressinto que vou ter um surto de raciocínios, pego no telefone e peço reforços: dois ouvidos e uns quantos pareceres. Porque já sei que:
(i) posso estar a pensar mal e tenho de ser corrigida e encaminhada para a ideia certa;
(ii) posso estar a pensar bem e preciso dessa confirmação e de ser incentivada a avançar, sem medos;
(iii) quando me ponho a pensar sózinha em temas complexos acabo por ficar de tal forma mal humorada que já ninguém me atura;
(iv) preciso que alguém me ouça apenas, mesmo que não tenha nada para dizer;
(v) se não me mandam parar eu sózinha não consigo; e enlouqueço.

2 Comments:
acho piada é à expressão a pensar morreu um burro...então e os grandes pensadores da humanidade? e o pensamento que nos faz ir mais além?
Tenho p'ra mim (esta expressão é maravilhosa) que os grandes pensadores eram pessoas profundamente ansiosas, para não dizer infelizes.
Quanto ao pensamento que nos faz ir mais além, abençoado seja. O pior é o outro: o que nos desorienta e encalha.
De qualquer forma, não quero dizer com isto tudo que abdicaria desta extraordinária capacidade mental. Caso para dizer: Nem pensar!
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